A vida gosta de contar piadas sem graça. Gosta de rir da cara da gente, sem dente. A vida é uma banguela gargalhando.
Minha mãe era a pessoa que mais amava o que fazia. Ao contrário do meu pai que amava não fazer nada e era muito bom nisso, minha mãe amava a sua profissão, amava seus empregos (no plural pois nunca foi um só), amava estar presente aonde quer que estivesse. Nunca passou batido, sempre entre brigas e discussões. Era uma enfermeira competente e compenetrada. Aplicada. Dedicada.
Minha mãe era a pessoa que mais amava o que fazia. Ao contrário do meu pai que amava não fazer nada e era muito bom nisso, minha mãe amava a sua profissão, amava seus empregos (no plural pois nunca foi um só), amava estar presente aonde quer que estivesse. Nunca passou batido, sempre entre brigas e discussões. Era uma enfermeira competente e compenetrada. Aplicada. Dedicada.
Pois veja, a vida, a colocou dependente das mesmas profissionais que um dia ela foi. E hoje não se reconhece mais. Quantas vezes fomos na perícia do trabalho e ela pedia pra não se aposentar. Imagine, uma enfermeira tetraplégica. Ela tinha esperança que tudo aquilo não passaria de um pesadelo e um dia ela acordaria e tudo voltaria a ser como antes. Nunca voltou. O resto da sua vida tinha começado.
E o da minha também.
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